ConnectEscola

Escola e pais separados: uma parceria possível

Escola e pais separados: uma parceria possível

O número de divórcios no Brasil está crescendo cada vez mais. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2014, foram homologados mais de 341 mil divórcios. O número teve um crescimento de 140% se comparado há 10 anos, quando foram registradas aproximadamente 130 mil separações.

Os divórcios acontecem por diversos motivos e, como está na legislação, ninguém é obrigado a permanecer casado com alguém se não está feliz. Entretanto, se esse casal que se separou tem filhos, ambos têm a obrigação de acompanhar e participar ativamente da vida deles, principalmente se tratando de crianças.

Por mais que o filho opte por morar com a mãe ou com o pai, é papel fundamental da outra parte permanecer cuidando e prestando todo o auxílio necessário. É importante lembrar que esse auxílio não é apenas financeiro, mas os pais devem dar atenção e seguir acompanhando a vida dos filhos.

Infelizmente, essa participação, em muitos casos, é inexistente. Uma das principais dificuldades aos pais separados é fazer com que os dois participem igualmente da educação dos filhos. Por diversos motivos, apenas um dos dois consegue acompanhar ativamente a vida escolar, porem sem transmitir para o outro qualquer informação.

Por mais que seja algo comum, isso jamais pode ser aceito como algo normal. É dever das duas partes prestar o auxílio necessário para que a criança ou adolescente tenha uma educação de qualidade. Pensando nisso, selecionamos algumas dicas para que os pais separados consigam educar os filhos juntos.

  1. Manter o diálogo: Já ouvimos dizer que um casamento pode acabar, mas os filhos são para sempre. Por isso, os pais precisam manter o diálogo entre si, independentemente do motivo da separação, para que a criança veja que pode confiar nas duas partes de maneira igual;
  2. Estabelecer limites: Principalmente quando se trata de uma criança, estabelecer limites é fundamental. Nenhuma das duas partes deve ceder demais para que o filho goste mais de um ou de outro. Deve existir um consenso na criação e educação.
  3. Não impedir o outro de participar: Devido aos problemas da separação, em alguns casos, a mãe ou o pai querem privar uma ou outra parte de participar da vida do filho. Assim como é uma obrigação, também é um direito das duas partes acompanhar o crescimento da criança ou adolescente. Isso é vital para o desenvolvimento do filho, e possível com o uso da tecnologia como os aplicativos para escola.

 

O papel da escola

Se os pais devem fazer a sua parte na educação dos filhos, é importante que a escola também colabore para que as duas pessoas acompanhem a vida estudantil da criança ou do adolescente. Isso será de grande ajuda no desenvolvimento educacional dos filhos.

Uma dica para a escola ou colégio é fazer uso da tecnologia e elaborar estratégias de comunicação para que tanto o pai quanto a mãe sejam comunicados igualmente da vida escolar do filho. A instituição jamais deve privar um ou outro das informações, pois um dos papeis da escola é formar cidadãos e, por isso, deve estar sempre buscando promover o diálogo.

Escolas, inovem para comunicar!

Categorias

Para os Pais, Para a Escola

0 Comentários

Deixe um comentário